Autossabotagem: a nossa maior inimiga

Homem praticando a autossabotagem

Ações involuntárias (pensamentos e comportamentos) que acabamos praticando contra nós mesmos e se tornam impedimentos para viver uma vida plena: autossabotagem.  

Mais conhecido como o famoso “boicote pessoal”, a autossabotagem pode ser feita de maneira consciente ou inconsciente, de forma que se manifesta em diversas áreas da vida do indivíduo, trazendo dificuldade de realizar qualquer tipo de plano. De certa forma, a autossabotagem acaba se tornando a nossa maior inimiga, sendo um impedimento para viver uma vida feliz, realizada e sem traumas.  

O que torna mais difícil de vencer este tipo de comportamento é o fato de que a maioria das pessoas que se autossabotam, não conseguem perceber. Para conseguir super este padrão, o primeiro e mais importante passo é reconhecer e identificar esse problema, assim, a partir disso, trabalhar para se livrar deste hábito tão prejudicial.  

Alguns dos exemplos clássicos que podem indicar a autossabotagem são: 

  • Ir embora ou desistir dos planos quando há algum tipo de empecilho; 
  • Procrastinação excessiva; 
  • Viver relacionamentos tóxicos;
  • Negatividade extrema; 
  • Necessidade de controle e autossuficiência;  
  • Medo de fracassar; 
  • Autoestima baixa. 

O que causa este comportamento?  

Normalmente, a autossabotagem costuma ter origem em traumas vividos ao longo da infância e  adolescência  ou até mesmo estar relacionada aos traços de personalidade herdados no convívio com as pessoas responsáveis pela nossa criação. 

Por exemplo, para conseguir lidar e se adaptar a uma situação traumática e tóxica, alguns comportamentos podem ter ajudado você a se defender ou te acalmar. Porém, quando esses padrões são repetidos em uma situação em que a dinâmica é diferente, pode ser prejudicial. 

Como deixar de ser seu próprio inimigo 

Identifique os comportamentos 

Como dito acima, é muito difícil admitir quando nos auto sabotamos, portanto, a tendência é evitar olhar para estes padrões e tentar transferir a culpa de algum possível “fracasso”. Porém, para conseguir entender de onde vem este sentimento, observe: Algum fator comum se destaca? Alguma área da sua vida vive dando errado? Se sim, talvez seja onde você se sabote. E aí entra a hora da mudança! 

Saiba o que te define 

Uma vez que você descobre como você se sabota, tenha consciência de qual é o gatilho que te faz reagir desta forma.  

Talvez um tom de raiva na voz do seu parceiro te lembre de ter gritado com ele na infância, ou a insegurança de ter medo de rejeição em um trabalho.   

Cada vez que você descobre um gatilho, tente chegar a respostas produtivas para substituir o comportamento de boicote! 

Abrace e aceite o fracasso  

Ninguém gosta de rejeição, fracasso e outras dores emocionais. Estes sentimentos e situações não são legais de lidar, por isso é muito comum sofrer antecipadamente por coisas que podem nem acontecer! Aí que entre a autossabotagem: fugir de situações para poder evitar lidar com um possível fracasso delas.   

E desta forma, você realmente pode evitar experiências indesejadas, mas também é obrigado a perder coisas como relacionamentos fortes, amigos próximos ou oportunidades de carreira. 

Por isso, abrace o fracasso! Isso é totalmente normal e faz parte da caminhada da vida! É importante aceitar e saber lidar com isso. 

Não tenha medo de falar sobre isso! 

Falar sobre um padrão auto sabotador em voz alta pode te impedir de executá-lo. Além disso, pode ser uma experiência de aprendizado poderosa quando a situação se desenrola em um caminho diferente – não no caminho da autossabotagem. 

Saiba quando é o momento de procurar ajuda 

Nem sempre é fácil reconhecer comportamentos auto sabotadores, especialmente padrões que você seguiu por anos, e se em alguns momentos ele realmente te ajudou de alguma forma. 

Portanto, é hora de olhar para si e ser honesto consigo mesmo: seus esforços para tentar eliminar estes padrões da sua vida seguem falhando constantemente? Saiba que é hora de pedir ajuda!  

Não há vergonha em precisar de apoio profissional. Um psicólogo saberá a melhor forma de te ajudar a entender e superar esse comportamento.  

Conte com o corpo clínico da Humana para te ajudar. Caso precise, agende sua consulta.

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